O Bom Estupro

Tatiana tinha acabado de ser aceita num novo emprego. Recém-formada pela UERJ em Engenharia de Produção, cabelos negros longos, corpo bem torneado e inteligente, fez o processo seletivo numa empresa de engenharia no bairro do Flamengo no Rio de Janeiro, e estava feliz em sua nova posição.

Com o passar dos dias, geralmente na sexta-feira à noite, olhava pela janela do escritório e via uma badalada boate lotada de pessoas em busca de diversão na porta. Digamos que Tatiana gostava mais do sexo oposto que a maioria de suas colegas recém-formadas, porém a maratona estudo/entrevistas de trabalho fez a mesma se privar de certos prazeres carnais que ela tanto gostava. Após algumas semanas de trabalho e olhando pela janela da empresa, não teve dúvida – iria comemorar seu próximo aniversário, que estava prestes a acontecer, com suas amigas naquela boate, e tirar o tempo atrasado das suas aventuras carnais.

Fernanda, à época minha namorada e grande amiga de classe de Tatiana, foi convidada e me levou junto. Chegamos à noite na porta da boate junto com um grupo de amigos – muitas luzes, gente interessante na porta. Começamos a beber ainda na fila pra alegrar a noite da menina voraz que gostaria de extravazar sua felicidade.

Entramos e vimos um ambiente com luz negra, ainda com poucas pessoas, e como não éramos tímidos, fomos todos dançar na pista. Mais pessoas chegavam e começavam tambêm a dançar. Tatiana claro, já estava em “modo sniper” para escolher um parceiro para a noite – seus olhos procuravam algum par interessante para beijos e quiçá a fatídica conjunção carnal que almejava há tanto.

Porém algo estava estranho, o que foi confirmado após um dos rapazes que Tatiana estava de olho, tirar a camisa, se aproximar de outro rapaz, e, dançando sensualmente, beijá-lo apaixonadamente. Tatiana estava catatônica. A ninfomaníaca acabara de descobrir que tinha escolhido uma boate GLS para seu aniversário, inadvertidamente. Rompeu em lágrimas, chamou o grupo de amigas e amigos, e fomos para o lado de fora da boate.

Tatiana começou a beber muita vodka, descontroladamente, e já tinha se resolvido que naquela noite iria beber até perder a consciência, como para afogar as mágoas do que era pra ser uma das noites mais felizes dos últimos meses.

Fernanda, como boa amiga e sabendo que estava sob minha tutela, falou que a acompanharia para dar “suporte emocional” a mesma. Porém Fernanda não estava muito acostumada ao álcool, e logo me vi com um corpo quase sem vida nos braços. Hora de chamar um táxi. Como não poderia devolver a pequena naquele estado para sua família, tomei o rumo da minha casa, e pedi desculpas ao taxista pelo “presente” que minha pequena tinha deixado em seu carro, enquanto balbuciava algumas sílabas incompreensíveis e tentava se recuperar da bebedeira.

Ao chegarmos dei uma boa gorjeta ao taxista pelo “acidente”, e levei a mesma direto ao banheiro. Após despi-la foi dado um bom banho no corpo quase sem vida; coloquei na mesma uma camisa, bermuda, e foi posta na minha cama de solteiro. Dormi num colchão no chão caso ocorresse alguma coisa pela noite.

Dormindo um sono profundo, já pela manhã, senti algo adentrar no meu pijama. Ainda desorientado, não entendi o que ocorria. Senti uns beijos no meu pescoço e comecei a apreciar. A mão fazia movimentos como que se quizesse despertar algo, e após alguma insistência, ás vezes um tanto quanto violenta, a mesma conseguiu. Tive a calça do pijama arrancada, e com a habilidade de uma “cowgirl”, fui montado. Ainda estava meio sonolento, mas não era necessário fazer muita coisa. Praticamente tudo foi feito por Fernanda, que após alguns minutos caiu adormecida abraçada a mim. Também voltei a dormir.

Foi um bom “estupro”.

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