BSD, o gato

O nome dele era BSD, meu gato de pelagem totalmente preta. O nome completo, sem utilizar o acronimo, ficaria muito dificil de explicar as pessoas, principalmente se nao fossem da mesma area que a minha. Entao so falava BSD.

A vizinha Leila foi quem me deu o gato. O nome dele fui eu quem deu.

O marido da Leila tem uma banda, na epoca, covert do Creedence Clearwater Revival. Fui a alguns shows. Tocam bem. Nao me lembro do nome da banda.

BSD era bem pequeno, recem-nascido, tinha medo de tudo.

A epoca, eu morava no terraco da casa da minha mae, onde quase ninguem ia, por ser no terceiro andar – muito longe!!!

No dia em que trouxe o BSD pra casa, o mesmo ficava escondido num cantinho bem escuro da vasta biblioteca dos fundos – cheia de enciclopedias, almanaques, colecoes do circulo do livro, de Monteiro Lobato, escoteiro-mirim (as BBS e a internet eram coisa “nova”, os mais antigos ainda nao conheciam bem)… BSD miava sem parar, com medo de tudo e de todos os sons. Eu colocava o pratinho de leite dele e deixava ele la, sozinho.

Os dias foram passando, o leite ele bebia, pois eu repunha diariamente. A caixinha de areia eu tambem limpava. O BSD foi crescendo, la no quartinho escuro.

Um belo dia ele coloca a cabeca pra fora, e diz assim, como se estivesse pronto para me conhecer melhor:

-Miau!!!

Eu estou no meu computador Pentium MMX 200Mhz, que era meu firewall e desktop, recompilando o kernel da ultima versao do Linux Slackware, adicionando alguns modulos no meu firewall.

Nessa epoca recompilar o kernel num MMX 200Mhz durava alguns dias, acho que em torno de 2 dias.

Entao o BSD passou a zanzar pelo quarto principal, fora da biblioteca escura, onde antes ele preferia ficar.

BSD se sentava no meu colo, no sofa-cama azul com detalhes de estampa branca. Olhava pra mim enquanto eu programava ou ajeitava as regras do firewall, e passou a dar pulos no meu teclado, acho que pra chamar a minha atencao, e entao aprendi a deixar o prompt deslogado apos sair do quarto (imagina ele dando um rm -rf na raiz sem querer!!!!)

Dizem que gato tem sexto sentido (ou setimo!), o fato eh que se eu chegava um pouco “alto” em casa, ele ficava arisco, miando desafiadoramente pra parede ou pra algum outro canto do quarto. Depois ele ficava melhor quando eu ficava mais sobrio.

Meu firewall ha tempos precisava ser trocado pois ja era bem velhinho, a tampa do computador vivia aberta pra melhor refrigera-lo, o disco rigido, apos pifar uma vez, ja tinha ido pro congelador, envolto em pano e depois em plastico (se nao me engano, tecnica ensinada pelo famoso pesquisador Fabio David do NCE/UFRJ – e pasmem, funciona algumas vezes!!), e o tal HD voltou a vida por mais 2 meses, ate que o grande “acidente” aconteceu – o BSD “mijou” na placa mae, ali, quentinha e exposta pra todos verem. Talvez eu tenha me esquecido de limpar a caixa de areia, talvez ele tenha tido a vontade de experimentar um banheiro novo, mas o fato eh que aquele firewall tinha ido pro ceu dos computadores (muita amonia no xixi de gato, creio!). Ora de montar um novo, com um hardware mais atualizado, e tentar salvar algumas particoes (ext2 ou reiserfs? nao lembro!) do HD antigo.

Um dia chego em casa, e encontro penas espalhadas por todos os lados. No meio do quarto, o corpo de um passarinhho. O passarinho aparentemente entrou pelo vao no alto da porta, bem la no alto, e o BSD com seu instinto de felino cacador, abateu o mesmo, mas nao o comeu – despenou um pouco o coitado do passarinho, e deixou o cadaver do mesmo ali, no meio do quarto. As vezes vinha e dava uma patadinha, como verificando se realmente fez o trabalho completo.

Olhei pro BSD e pensei: – Quanta pena pra varrer, e um corpo pra me livrar! Obrigado pelo presente, filho!!!!

Comecei varrendo as penas da rolinha que estavam espalhadas no chao do quarto, colocando-as na pa de lixo. Entao abri a porta pra varrer o corpo do passarinho pra fora, posiciono a vassoura pra dar um bom impulso, e ao dar a fatidica varrida, o safado levanta voo – estava se finjindo de morto pra nao ser comido pelo BSD!!!

Um dia deixei a porta do quarto aberta, sai de manha para trabalhar, ja tinha caido a noite, e o BSD desceu a escada caracol do terraco, desceu tambem a escada entre o segundo piso e o terreo. Colocou a cabecinha pra dentro da sala, onde se encontrava minha mae, e disse como que se apresentando a uma pessoa que nunca tinha visto:

– Miau

Minha mae se espantou, e gritou pra minha irma:

– Socorro! Tem um gato aqui!!!

Minha irma tranquilizou a mesma:

– Eh o gato do Fabio, fica tranquila mae

– E o Fabio tem um gato desde quando?

– Ha alguns meses, mae. Se chama BSD.

Minha mae nunca gostou muito de animais, com excessao de quando eramos menores, quando tivemos pintinhos, porquinho-da-india, cachorro… a maioria comprada pelo meu pai, ou que permaneceu na casa apenas com o aval do mesmo.

Mas o tempo foi passando, e a senhora foi se afeicoando ao animal.

Comprava brinquedinhos, racao, e todo o tipo de mimos.

Mas nem tudo sao flores, e os sofas comecaram a ser alvos de uma afiacao de unhas sem precedentes por parte do felino. A senhora mae deste que vos relata os fatos, nao ficou muito satisfeita.

Porem a mesma comprou outros mimos, nos quais o felino apreciou afiar as unhas, e os sofas foram esquecidos – para o bem de todos e a felicidade geral da nacao.

Um belo dia o BSD encontrou outro gato maior, macho tambem, e as brigas comecaram.

Quando chegava em casa, ele estava muito sujo e com feridas. Dava banho e colocava ele pra sarar. Ficava bem quietinho por uns dias. Mas ainda assim deixava ele solto – tinha que aprender a se defender.

Num outro dia, apos varias outras brigas, no meio duma tarde em que eu estava trabalhando, minha mae e irma estavam vendo TV na sala, quando um grande clarao apareceu fora de casa.

O BSD tinha caido do terraco, apos uma briga com o outro gato preto, nos fios de alta tensao, causando um grande clarao – resultado do encontro dos fios de energia. O corpo do BSD estava esticado nos fios. Minha mae e irma foram pra fora da casa, e ao mira-lo no estado em que estava, comecaram a chorar vendo o corpo do felino sem vida esticado entre dois fios.

Pegaram um cabo de vassoura pra soltar o corpo do bichano dos fios, da-lo quem sabe um funeral digno. Porem quando cutucaram, o mesmo caiu de patas no chao, e saiu correndo pra dentro de casa – nao sei quantas vidas se perderam no episodio, mas creio que pelo menos umas 3 das 7 tenham ido embora, na ocasiao.

Um dia o BSD nao apareceu mais aqui em casa. Talvez tenha encontrado uma felina atraente e formado familia, talvez tenha sido alvo de alguma comida envenenada, ou entao alguem decidiu adotar o mesmo.

Tchau, BSD!!!

Alemanha – Parte II

paulaner

Apos alguns dias morando com Mara, fui para um hostel.

A região não era das melhores, mas as acomodações eram boas e limpas. O hostel era bem grande, tinha bar, lounge com TV e quartos individuais na parte em que era hotel. Ficava sempre cheio, e nas ocasiões em que havia reuniões de negócios ou festivais na cidade de Frankfurt, nenhuma vaga podia ser encontrada.

Possuía uma casa de assistência a dependentes químicos ao lado, mantida pelo governo, para que os dependentes tivessem acesso a seringas limpas, ao básico de higiene, e a um quarto temporário para que não utilizasse as substancia na via publica.

Nas ocasiões em que houve algum encontro entre “Os vizinhos” da casa de assistência ao lado, como ao comprar mantimentos ou ir ao metro, pude perceber que eram em geral educados, respeitosos e integrados a sociedade. Podíamos perceber que havia algo fora do normal ao observarmos a pele, unhas ou vestimentas dos mesmos, que na maioria das vezes se encontravam em estado ruim de conservação.

Muitas das pequenas cadeias de mini mercado pertenciam a indianos, paquistaneses ou turcos. Geralmente 2 pessoas nos caixas. Um australiano mostrou que a pechincha era a regra nos países desses imigrantes, e que sempre que os visse, tentasse obter algum desconto nos produtos. O sobrepreço nas mercadorias já esperava que você fizesse isso.

Mara viajou para a Itália de ferias com uma amiga, nos falávamos via Skype ou WhatsApp. Algumas mensagens não entregues ocasionaram mal-entendidos e brigamos.

De volta ao hostel, enquanto trabalhava num projeto relacionado a antivírus para um contratante anonimo baseado na Turquia, conhecia outras figuras um tanto quanto singulares.

Um australiano em particular que demonstrava ter conhecimento acima do normal sobre minhas convicções politicas e meus negócios de programação, relatou sobre os lugares por onde morou e demonstrava interesse no trabalho que eu estava fazendo.

O australiano tinha um interesse em particular em relatar as características negativas da Rússia, tendo dito que ja tinha morado la, namorado garotas do local, e seu negocio não tinha dado certo, por isso continuou viajando para procurar negócios, mas deixou uma filha pequena esperando por ele.

Fui capaz de dissuadi-lo como sempre, com uma boa conversa e vodka.

Com um professor de Marraquexe tive conversas interessantes sobre historia, costumes e religião, apesar do mesmo permanecer pouco tempo no quarto. Ao final das conversas tive um convite para visitá-lo e tomar um cafe com o mesmo na sua terra, porem outras circunstancias me levaram a adiar o convite. Segundo o mesmo, o hashish do lugar era um dos melhores do mundo, e era comum fumá-lo.

Nas feiras de alimento na rua pude provar diversos tipos de linguiças, pães, cervejas e outros alimentos de produtores locais. Acontecia uma vez por semana, aos sábados.

Num pub irlandês, observei uma cubana sozinha entrar, eramos os 2 únicos negros do local, e alguns alemães já um pouco embriagados começaram a cortejar a mesma.

Um grupo de soldados americanos estacionados em Ramstein, entrou no pub. Tinham uma alemã de guia. Tivemos uma conversa acalorada sobre politica, com visões antagônicas. A conversa quase evoluiu para confronto físico, mas a guia alemã interviu e os mesmos deixaram o pub. As coincidências aumentavam, mas minhas saídas pela tangente que sempre funcionaram, não me deixaram na mão. Como um homem de exatas, não acredito em coincidências.

Iria acontecer um festival techno fora da cidade, por isso o hostel ficou cheio. Duas romenas que tinham em torno de 23 anos estavam no lobby para dar entrada no quarto, perto de onde eu tomava uma paulaner. O pai as tinha trazido e ajudava com as malas, mas dava pra perceber que não ficaria hospedado. Puxei conversa – deveria ter esperado. Foram simpáticas, o pai nem tanto, e chegou a perguntá-las se eu as estava incomodando. Elas negaram, estavam se divertindo com a conversa. Mesmo assim achei salutar deixar as duas pra depois e dei tchau.

Um grupo de espanhóis chegou ao local, provavelmente para o festival, e pareciam ser do tipo que festeja muito.

A sacada do quarto em breve seria tomada por uma nevoa densa de fumígenos e algumas boas risadas.

Mara retornou das ferias, conversamos e resolvemos o mal-entendido. Começamos a procurar um apartamento para mim e achamos.

Alemanha – Parte I

dildoparty

Dildo Party in Germany

Alemanha, estava em Berlim. Telefonei para ela, quem vou chamar de Mara, que conheci num pub na sua ultima noite na Itália na semana anterior, apos alguns drinks e beijos do lado de fora.

Apos chamá-la pra tomar um drink por email, descubro que me enganei (provavelmente pelo álcool quando a conheci), e que ela morava na verdade em Frankfurt, e não em Berlim.

Conheci algumas pessoas neste hostel, a maioria imigrantes vindos de países árabes e que tinham conseguido trabalho apos chegar na Alemanha.

Me arrumei e fui para Frankfurt de ônibus, a viagem durou quase a noite toda.

Ao chegar, me hospedei num hotel próximo ao grande terminal ferroviário, sai e comprei algumas garrafas de vinho para dar de presente, e observei uma grande quantidade de imigrantes, na sua maioria turcos.

Telefonei e obtive o endereço da senhorita que ate então só tinha trocado alguns beijos e relatos mais “apimentados” do que poderíamos fazer um com o outro. Obtive seu endereço, dei baixa no hotel, e entrei no táxi.

O bairro era bem arborizado, próximo a um aeroporto, tinha comercio e caixas eletrônicos bem perto.

Ela me recebeu, demos um beijo, e me convidou para entrar.

Eu cheguei sem avisar na Alemanha, como fazia quase sempre, decidindo o próximo pais apenas 1 dia antes de sair do que estava. ela estava preparando uma festa para umas 15 amigas, já tendo tomado banho no hotel, me troquei e comecei a ajudar preparando os canapês, salgadinhos, e outras comidas na cozinha.

Entreguei as garrafas de vinho que comprei como presente, e para o meu desprazer, ela me relembrou que já tinha me dito que não tomava vinho, mas apenas espumante. O vinho ficou para mim e para as convidadas da festa.

Antes das outras mulheres chegarem, ela me avisou que precisaria consultá-las sobre a minha presença, pois era uma “Dildo Party”, que eu ate então desconhecia. Caso eu fosse declarado “persona-non-grata”, deveria ter que passear na rua ate que a festa acabasse.

Tratava-se de uma demonstracao em que uma vendedora de artigos eróticos apresentava os acessórios (vibradores, cremes, óleos, chicotes, etc) para as participantes, que provavam os mesmos, e compravam o que gostavam. Claramente nao era uma festa em que se supunha a presença masculina.

As colegas aceitaram minha presença, e eu fiquei para também ver os artigos eróticos.

No inicio houve falta de comunicação com metade delas, pois apenas metade falava o inglês, o resto apenas alemão.

Apos algumas apresentações de cremes e vibradores, que percorriam as mãos das participantes que estavam dispostas em formato de U na sala, sendo eu o ultimo a provar os cremes ou segurar os produtos, percebi que a metade com a qual eu não me comunicava também falava italiano, então o clima melhorou, pois consegui a partir de então falar com todas elas.

Uma hora a vendedora apresentou um grande vibrador preto, e as italianas rapidamente exclamaram: “Questo e tuo Cugino”, e todos rimos da referencia indicando que era meu primo.

Outra hora a vendedora apresentou um outro creme, dando as instruções apenas em alemão, o creme foi passando de mão em mão, ate chegar a mim, que lambi o mesmo para provar. Todas gritaram para eu parar, pois tratava-se de um creme apenas para passar na pele, e que não era comestível. Ainda com a língua de fora fui ao banheiro e lavei a boca, esperando que não tivesse sido envenenado por um produto de sex shop.

A demonstração segui com uma apresentação de vários itens mais como chicotes, velas aromatizantes, camisinhas com gosto e fluorescentes.

Varias das mulheres compraram produtos diversos, fiquei sabendo depois que a performance sexual dos homens alemães em geral não as deixavam completamente satisfeitas.

Apos muito vinho e espumante, comecei a ficar com um pouco de sono. Fui ao banheiro varias vezes lavar o rosto. A viagem de ônibus não tinha sido muito longa, e não dormi tanto quanto esperava.

A apresentação terminou, as amigas começaram a ir embora, ate que apenas uma ficou. Ela morava relativamente perto, e continuamos nos 3 a conversarmos. Ela não percebeu muito que gostaríamos de ficar a sós, voltei ao banheiro e lavei o rosto mais vezes, tomei mais vinho, ate que a mesma foi embora.

Mara disse que entenderia se eu quisesse ir direto dormir, mas eu relutei. Tinha viajado muito longe para ir apenas dormir, e estava ansioso por sentir o gosto e a textura daquela alemã.

Terminamos na cama, comecei com caricias e sexo oral como sempre, chegamos umas 2 vezes ao orgasmo, e então desabei. Acordei no dia seguinte, continuamos mas dessa vez mais lentamente. Ainda estava aprendendo os pontos dela, a sensibilidade do seu órgão sexual, a velocidade e os limites dos orgasmos de Mara.

Fomos tomar cafe num restaurante próximo…

Cigarros, violão e um semi-beijo

violao

Alemanha, de noite. Era um trabalho “cinza”. Um cliente pediu por um framework Python, pagou 50% em avanço como sempre, em BitCoin, o resto seria pago apos a finalização da ferramenta.

Eu abri uma garrafa de vinho comprada de tarde, num Penny market no final da rua, e comecei a programar.

A programação estava indo ok, depois de mais ou menos 10 imports e umas 300 linhas de código meu cigarro acabou. O quarto tinha sido alugado recentemente, eu não conhecia muito a respeito das redondezas.

Sai na rua, bem deserta, estava um pouco frio, estava cruzando um parque escuro, quando vi uma mulher nos seus 23 anos, cabelo castanho e olhos claros. Violão nas costas.

Achei que ela teria medo de mim, um desconhecido chegando do nada, mas me surpreendi. O lado positivo de uma sociedade quase sem violência, eh que te permite conhecer mais pessoas sem muita preocupação.

Me aproximei e dei boa noite em inglês, ela respondeu. Perguntei se ela conhecia algum lugar que vendia cigarros ali perto, pois tinha acabado de me mudar para li recentemente. Ela falou que sim, no caminho ela conhecia, e que me mostraria.

Perguntou de onde eu era, falei do Brasil, ela gostou, e me perguntou o que eu fazia. Falei que programava computadores e cuidava de servidores, e viajava enquanto isso, 3 meses em cada pais, as vezes mais.

Perguntei sobre ela, disse que estudava, e que voltava de uma aula de violão, com amigos. Perguntei se ela já tocava bem, disse que sim, eu disse que gostava de ouvir violão e ela riu.

O contato dos olhos aumentou enquanto caminhávamos, e rimos. Falei que ela era muito bonita, e ela agradeceu.

Chegamos na porta do pub, ela parou e me olhou, sem dizer nada. Eu sabia que ela esperava um convite para uma cerveja ou um cafe, talvez um vinho no apartamento. Mas a culpa foi mais forte, pois eu estava começando a namorar outra garota.

Falei obrigado, ela não respondeu, fui beijá-la como me despedindo, apertei sua mão, e ao invés da bocheca, peguei metade dos lábios dela também. Acabei de beijá-la, disse tchau, ela disse tchau e não se mexeu. Entrei no pub. Olhei para trás e ela continuava la. Me virei ao barman, pedi os cigarros e paguei. Me virei de volta e ela tinha ido embora.

Lack of Action

dirtycomputer

Adrenaline can be addictive. When you are engaged with multiple teams in various countries, lots of languages and cultures, in various operations, you can feel the real meaning of adrenaline.

Its almost the same with praying for God, good wine, cheese and olive oil, great sex (bcz even bad sex is good!) and psychotropic substances – you feel alive, part of something bigger. I believe Nietzche said something about it.

The most interesting part is the process of creating new things – be it code, tools, procedures or seeking a person responsible for an specific part of the job.

Sometimes the right person for the right job lives in other continent with a completely differente timezone, habits and schedule. Sometimes you will never know their names, just the roles they will play.

The audition is an important part of the process. Trust and loyalty are acquired slowly. Adjustment is needed from time to time.

Successful operations depends on the coordination of teams to achieve a certain goal. Most of the times the teams dont need to know they work with each other, some may believe they work against each other. Compartimentalization.

Cyber is no different than real world action. It must be hard for officers to leave duty or retire, they will certainly lack the planning, hands-on, action, adrenaline, new products being developed while the operation goes on.

I miss the action.

Tango – 2/2

tango

I returned home and found all my stuff there (thank God!), she was there also. We started to have sex daily, sometimes 3 or 4 times a day. I would look to her or she would look at me, and we just knew. We tried all the rooms and furniture, the hammock, the floor, tables. I could lick her for a long time. I miss that I didnt tried anal sex with her.

After a week she told me she had a friend back in Argentina, that almost every monday would visit the gynecologist complaining about cystitis. The doctor would ask her how was her weekend, and of course she had plenty of sex during it. She told me she was feeling like the same, and we need to take a break from each other, otherwise she would get sick. So we took a break for some days, and restarted.

I was always wearing a condom, but one specific time she asked me to remove it, she would like to feel my skin inside her. We did it just once, and I am quite sure I dont have a son/daughter back in Argentina, otherwise she would have contacted me (I believe so!) about it.

1 week turned into 2, we started sharing cooking, cleaning, improved sex, slept together in the same bed. We didnt cuddle much, it was more like pure sex. I started to feel a bit more for her, but I knew I couldnt. Two weeks turned into three.

She asked me if a girl friend of her from Argentina could come over, I said sure, and asked if there was any problem with bringing a friend of mine, so the two could meet and maybe.. dunno.

Her colleague came over, she thought it would be better if we didnt stayed together while her friend was there. We tried to hook up my friend and hers, started working out but didnt happen.

She said she needed to leave, I was sad. She have been there for a month. Took her to the bus station, asked for a last kiss, she said it was better not.

She left. I kept coding, cooking, watering the plants. Somehow I was less lonely.

Tango – 1/2

tango

Brazil, I had just decided to live near the beach after leaving a big company. Decided to work for a smaller company of a friend, with unix, erp integration, aws, ecommerce and coding, but remotely, with more quality of life. Traveling to the office for meetings and planning just once a week.

It worked out quite well, working remotely allowed me to go to the beach almost every day, fishing, cooking (I love it!), boat trips and taking care of my garden.

Being a touristic place, I could meet people from all over the world, but I was feeling a bit lonely.

A friend of mine introduced me to couchsurfing, and it was quite nice to know people would gently offer their couch for a foreigner. By this time I hadnt traveled much for fun, just for work. If somebody else could do the same for me if I was traveling, it would be a nice idea.

So I setup an account, and after some days I got someone asking for a couch. She was the third that arrived on my place. I will tell about the others later, not bcz they are less important, but now I feel like talking about Argentina.

She asked to stay for 1 week, was Argentinian, traveling alone. She was maybe 34, blonde, same height, not much thin but nice body and very sympathic.

Upon arriving, she asked for the bathroom for a long shower, bcz it was a long trip and she was quite tired. I presented her the bathroom, and she came to talk later. She discovered that it was in fact a bedroom and not a couch. I showed her the premises, invited her to dinner, explained that I was working from home and she could come and go as she was pleased. Also I told her about the nice beaches.

Next day we had a boat trip with a company from a friend of mine. We arrived back home, I worked a bit more, had dinner, talked about her life back in Argentina, how she broked up with her fiance and decided to go on a trip around the world, after that each of us went to our rooms and slept.

The next day I wasnt planning to go out, so worked all day and she went to visit the touristic spots. She was calm and nice, a good company. I was working at the varanda and she was reading a book in the hammock nearby me and the garden. We talked a bit about past sex partners, she told me some adventures she had, I told some of mine too. It was a nice mood. The sex feeling was already in the air, we both had showered about 1 hour ago, and I felt we were both in the mood for it, but I needed to make the first move.

That night I needed to go back to the city to a meeting in the office, and I knew if something had to happen, needed to be now – but I wouldnt like to be intrusive or unpleasant.

I approached her, she was wearing a tiny dress just above the knee, and put my hand on her knee and asked if I could ask her an intimate question, if she would be offended at all.

She told me I could ask her, and I asked if I could give her a kiss to feel the sensation of her lips. She told me sure, you can. And that she wasnt sure I wanted it till the time I put my hands of her knees.

We started kissing, she on the hammock while I was on the chair. The kiss was passionate, intense, wet. My hands started to explore her breasts, and I felt by the nipples she was feeling good.

We both got up, hands under her dress, tiny white cottom underwear, and went to my bed.

As almost always I kissed and touched her a lot, did some oral sex until she almost had the first orgasm, than stopped, and started the penetration. We tried a lot of positions. We kissed and slept together.

I got up in the middle of the night, left her a note to take care of the house (hoping she wasnt gonna steal everything!) and went to Rio for a meeting in the company.

The Plastic Artist

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The Plastic Artist

This was Serbia. I was living alone in this flat, managing servers and coding for a Brazilian company, remotely. At night, if the mood was good, I would go to the clubs.

She appeared in one of these underground clubs in a Friday night. She was maybe 45, blonde, not much thin but with a nice body.

It was winter time, we were wearing lots of clothes. I was flerting with another girl by the time, but that was taking too long and I got interested on her. We started chatting while the other girl disappeared, touching, kissing. Almost automatic mode. We were quite drunk, and started to kiss too much, to the point I thought it was better to exchange phones and continue that “talk” later. She had lived in Italy some time ago, and we could speak English and Italian quite well – she said it was good to improve her Italian.

Back home, after 1 or 2 days I called her to come over. We had drinks, she talked about her job as an artist, about the exposition she was preparing, her boss that was sometimes also her lover, and her son about 15 years old.

We both were just for the sex, no big deal, and that was fine for us both.

But something unusual happened here, despite my experience performing oral sex, I couldnt make her had an orgasm in the first time. I was quite bothered, bcz the last time something like that happened was like 10 years ago with a girlfriend that had lubrification problems. She told me she couldnt come easily, and I was “almost” ok with that.

Of course I invited her again, made some oral sex, but this time I focused on going really like super slow on the penetration and cuddling. It worked out and I got happy to feel her coming.. the sensation of the pussy tightening in your penis during an orgasm is something that gives me a really special pleasure.

She left a brawl at my place, didnt knew if it was on purpose (to return later to get it!) or not.

We still met a couple of times more.

After some time I got a bad feeling, and we didnt saw each other anymore.

It was a nice person to talk, dance, and a nice lover.

I should have gone to at least one exposition of her, when she invited me to do so, and I regret not doing it.

Sex on the Beach

buggy

I had this stable job at the post office administration, I was a federal employee, nice income and benefits, bureaucratic. Was safe, the kind of stuff people enter and leave just to retire or die. I met this girl while on office, which I will call Diane, she was finishing Production Engineering, and we started dating.

Even being quite young, I was intelligent and hardworker, so after a couple of years I got promoted to head a division in the department. I was managing contracts worth some millions to do vehicle maintanence and manage about 40 federal workers.

After some months on the job, realizing I was not so happy, I left the job (some people thoght I was crazy!) and went to study computer sciences in a federal university, with a lab trainee income. Diane and I continue to date, some break ups, I was a bit unfaithful also.

Sometimes Diane would visit me in the university, and we had fun at the computer lab after everybody was out.

In the university I met this girl which I will call Lay. Hair till the neck, not so thin but not overweighted, nice smile. I had problems with calculus and she would like to learn to code a bit better, so it was a win-win situtation.

Back at Lay’s place we did studied, but also we kissed a bit, and I was happy to touch her gently, so she had an orgasm in my hands. She was into boys and/or girls. I am sure if her mom didnt arrived, we would have done more nice things.

I had a dream, to take both Diane and Lay to my bed at the same time. I needed a plan. I was sure that for Lay was all fine, but Diane was a bit more conservative, and by the time I was the only man she had (I believed so!)

Lay was having photo lessons, I saw an opportunity to make a trip with both girls to the beach so I could try to setup something.

Diane, Lay and I were on the beach, I made room for both, and they started some shooting. Lay’s hands were adjusting her to this, that position. They had a small kiss, but nothing else. Didnt worked.

Later I was back to the beach with Diane alone, in a really desert spot, we brought some towels and undressed, started kissing and touching. Was almost paradise. Then a buggy car came from far away, with some turists, they were like rallying, approached (we didnt heared them at all!!), made some fun of us, and left. The mood was gone, we didnt finished at all.

We packed our stuff, entered back in the car, and headed home.

Caipirinhas in Sao Paulo, Belly dance in Rio

mooca

The security conference was nice, lots of folks to talk to about technology, electronics and hacking, interesting talks at night in a pub. The girl from the organization was there with a lot of other people, and a friend of mine from Rio de Janeiro.

The young lady was skinny, blonde, of Italian ancestry and really sympathic. She and my friend kissed a bit, and we arranged for a drinking with another girl friend of her, so I could talk with someone.

We had drinks, talked a lot, and made an arrangement to meet back in Rio, the 4 of us, in a beach house of my family. I was imagining a weekend of lots of sex, drinks and sunny beach – that didnt happened.

I had to travel to Chile some days later to implement some Unix systems for another telecom company, the Sao Paulo girl was in another state in another security conference, and my Rio friend was in Rio in his new appartment.

We managed to arrange things ok, but the girl that was supposed to be my company gave up in the last minute, the Sao Paulo girl was already in a flight from Brasilia to Rio, and I was in my way to Brazil from Chile.

I couldnt talk to my friend of Rio (later he told me that he was with another woman and couldnt get rid of her), so I called my sister and asked her to pickup the girl and make her comfortable.

So I was saved by my sis, she arranged a ladies night with a girl she didnt knew, but I told she was an ok person, I arrived at Brazil and got a call to a party, so I headed to a party with luggage and everything. Next morning I arrived at my sis, picked up the girl, tried to make contact with friend from Rio again, without lucky, so I took her out to have something to eat and later to a belly dance presentation of a girlfriend of a mate of mine from our motorcycle club.

We finished at a nice bar, got some snacks and beer and I told her – sorry girl, I cant reach the guy you are looking for. She told me no problem, and she was ok with that. Later we kissed and headed back to the house of the belly dance girl.

This was maybe 3 am, and we started sex. Was really nice, we took breaks to smoke, some more beer, and returned to the bed like 5 times. I believe we finished about 9 am. I took her to a cab and sent her to the airport – her family was waiting in Sao Paulo.

We still had more contact after this, some more kisses and meetings in Sao Paulo. I briefly met her family, but thats for another time.